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Jovens Sarados - Academia para sua Alma
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VIDA ETERNA
Inúmeros são os escritos que visam explanar acerca do que seja a vida eterna, desde os mais profundos tratados espirituais até os mais elaborados discursos teológicos. No entanto, atrevo-me aqui somente a expressar aquilo que meu senso comum de fé me impulsiona a almejar nesta existência. Penso que não haverá quem se atreva a elaborar algo tão distinto, uma vez que é isto o que nos ensina a São doutrina. Expresso, portanto, minúcias sobre as quais vale a pena se debruçar e refletir para adquirir conceitos fundamentais sobre o que é a eternidade.

Ao tentar traduzir em palavras o que pela imaginação penso ser a vida eterna, vejo-me obrigado a descrevê-la como uma situação, na qual todo o gozo que uma vida em curso pode conter poderá ser infinita e ininterruptamente experenciado, sem medidas espaciais ou sucessões temporais.

Ressalto que esta vida, esta situação não é alguma coisa, mas de fato alguém. Não é algo ao lado ou à frente de Deus; não é um instante para vê-lo ou um local para encontrá-lo, mas é Ele próprio. A vida eterna não é meramente uma vida com Deus ou diante de Deus, mas sim uma vida em Deus e nele fundida sem possibilidade de separação, como se dá na busca por ele neste mundo, por meio da qual o tocamos às apalpadelas.

A vida eterna é poder olhar para ele sem véus e contemplar a beleza de sua divina face da qual as mais belas faces deste mundo não passam de cópias infiéis. Beleza que há de nos causar mais assombro e estupefação do que qualquer fenômeno, objeto ou paisagem nesta Terra. Beleza que de igual maneira nos há de ser conferida por ocasião da ressurreição de nossos corpos, quando enfim poderemos experimentar na carne toda esta eternidade de vida isenta das erosões do tempo e das limitações do espaço. Não mais haverá dores, enfermidades ou morte. Não haverá mais pranto, sede ou fome, e nada mais a se desejar ou aspirar. Tudo o que podemos querer estará consumado e tudo o que nos é agora causa de qualquer tristeza já não mais existirá, pois não haverá mais esta primeira condição de vida em que estamos (Ap 21,4).

Por fim, na vida eterna reconheceremos a voz que tanto ouvimos na Palavra e que tanto nos falou em oração e habitaremos com o Cristo que fora sempre um amigo de todos os momentos, pois conhecê-lo é vida eterna consumada (Jo 17,3). Receberemos dele infinitos deleites cujo prazer não se pode encontrar nesta vida presente. Ainda que toda a beleza desta terra e todos os prazeres e alegrias possíveis neste mundo fossem unidos num único elemento, tal elemento ainda seria uma brincadeira de mau gosto diante do que de fato é a eternidade em Deus, pois o que Ele preparou para nós é algo que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (I Co 2,9).

Vale ressaltar que tudo isso não será vivido simplesmente por MIM, mas por todos NÓS. Este será o deleite dos eleitos, dos santos de todos os tempos que o desejaram e por ele pelejaram ao longo de suas vidas terrestres. Viveremos todos ali no Paraíso, em Deus mesmo como dito acima, e o viveremos em comunidade como cidadãos de uma nova cidade cuja luz é o Cordeiro e que, portanto não mais necessita do sol ou dos astros (Ap 21,23). Na Jerusalém Celeste teremos todos os nossos vínculos humanos levados à perfeição. Pais, mães, filhos, esposos e irmãos todos poderão se reencontrar numa nova dimensão relacional sem as referências sociais e hierárquicas antigas, ou seja, ali seremos como anjos (Mt 22,30), sem necessidade de orientarmo-nos enquanto esposos, filhos, pais ou qualquer outro papel, ainda que nos recordemos do tempo em que a eles estávamos atrelados.

Enfim, esta é a nossa fé e é por causa desta esperança que nos reunimos em assembléia aos domingos na Igreja. É por causa dela que trabalhamos na obra de Deus traduzida nas tantas pastorais, nos tantos grupos, movimentos e associações. Em torno desta verdade giramos e por ela vale a pena passar por tudo nesta vida. É o fato de saber que esta sorte maravilhosa nos aguarda lá na frente; é este fato que nos move e nos dá coragem.

É esta verdade que nos faz abraçar a cruz e carregá-la sem vacilar, pois sabemos que se formos fiéis neste trajeto de Calvário na Terra, a glória da ressurreição haverá de nos surpreender e veremos que nem a maior das dores deste mundo equivale em intensidade à nossa vitória. Os sofrimentos desta vida presente nem podem ser comparados com a glória futura (I Co 8,18). Coragem, cristão! Ânimo! Vale a pena ficar firme. A coroa está preparada para você. Por isso, desperta tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos! (Ef 5,14). Coloque sua mão no arado e venha trabalhar na vinha de Cristo, a Igreja do Senhor. Estamos esperando você em nossas paróquias e comunidades. Cristo aguarda a hora de ver seus talentos empregados em favor da salvação de tantos outros. Venha, coma o Corpo e beba o Sangue de Cristo no altar, em cada Santa Missa, e traduza esta eucaristia na vida. Chega de católicos de banco apenas, que acham que o simples fato de vir à Missa é o bastante. Não seja egoísta! Jesus te chama, Maria te espera, os santos torcem por ti.

Seminarista Douglas Pinheiro


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Notícia Postada em 18/07/2010 por: Binho
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